Queria contar a história sobre aquilo que nomeei como CULPA.
Queria contar a história sobre aquilo que nomeei como CULPA. Queria contar a história sobre aquilo que nomeei como CULPA. Às vezes, essa culpa aparece vestida de vergonha, de raiva, de inveja, de tristeza; às vezes vem nua como culpa mesmo. O nome não importa tanto; o que importa aqui é o quanto isso me ensinou sobre mim mesma. Eu convivi com a culpa por muitos anos sem saber que ela estava lá; ela era tão presente o tempo todo, tão imensa, ocupava tanto espaço do meu ser que eu me anestesiei com sua presença... naturalizei... como uma pessoa míope que nunca colocou óculos na vida e acredita que o mundo é realmente embaçado. Apesar desse anestesiamento, ela se fazia muito presente na minha vida: eu sentia um profundo ódio de mim mesma, um desamor profundo. Era assim que ela conversava comigo naquele momento. Eu sentia culpa por ser quem eu era, culpa por existir. E, ao mesmo tempo, sentia, na mesma medida, uma profunda solidão. Eu até buscava esse afeto de outras ...
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